Este talvez seja um dos assuntos mais polêmicos nas rodas de desenvolvedores web. Já vi bate-boca em fóruns, debates em listas de discussões e muitos posts blogosfera à fora sobre o assunto.

O “Sobrinho” é o camarada que aprendeu a criar páginas para a internet utilizando ferramentas visuais, sem qualquer conhecimento teórico mais avançado. O detalhe é que, não sendo um profissional de valor no mercado, este indivíduo pratica preços muito a baixo dos padrões profissionais. E quando aparece alguém reclamando, pode ter certeza que um “Sobrinho” ganhou a concorrência em algum job do indivíduo.

Pra começar, não posso deixar de testemunhar que eu já fui um “Sobrinho”. Comecei construindo sites por diversão, e, num belo dia, o telefone tocou: Era o meu primeiro cliente. Deste dia até hoje se passaram pouco mais de 7 anos.

Hoje, não perco os cabelos se um cliente opta por contratar os serviços de um “Sobrinho” ao invés do meu, pois ele fez isso, provavelmente, por que optou pelo preço ao invés da qualidade.

A partir daí, temos duas possibilidades. A primeira é que o cliente estará satisfeito com o trabalho do “Sobrinho”, mesmo que isso não lhe traga resultados positivos. Sendo assim, por experiência própria, prefiro não aceitar o serviço. Geralmente as dores de cabeça são muito maiores do que o valor oferecido pelo cliente.

A segunda é que, com o desenrolar do processo de desenvolvimento, o “Sobrinho” não vai satisfazer às necessidades do cliente, que vai procurar um profissional pra realizar a tarefa. Nesse caso, talvez o telefone a tocar seja o meu.

Como já disse aqui anteriormente, sou a favor da regulamentação da profissão, mas sei que isso não vai impedir nossos amigos “Sobrinhos” de trabalhar, e acho que não é preciso se preocupar com isso.

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