Taquigrafo

O papel da Análise de Requisitos e a Taquigrafia/Digitação

O termo Análise, está associado à investigação, descoberta, estudo. Em se tratando de Análise de Sistemas ou Negócio/Requisitos para a construção de sistemas, temos de nos lembrar muito bem destas relações da palavra Análise, e buscar constantemente nos aproximar delas.

Profissionais de Análise de Requisitos que vão até o cliente preparados apenas para ouvir e anotar todas as necessidades e especificações que o cliente informar, para depois simplesmente transcrevê-las dentro de modelos de documentos, estão se distanciando do termo “Análise”.

De fato, não é necessário um Analista pra transformar anotações em documentos. Na reunião de levantamento, seria mais produtivo substituí-lo por um taquigráfico; e na geração do modelo de documento um digitador pouparia muitas horas do projeto. Correto?

Não mesmo! Quem garante que as informações transmitidas pelo cliente estão coerentes, do ponto de vista do negócio ou da tecnologia? É profissional deixar o processo de desenvolvimento correr desta forma, transferindo um enorme problema de escopo para a fase de implementação com regras conflitantes, alterações constantes no escopo e estrutura do projeto a cada validação do cliente/usuário? Qualquer economia de tempo que se possa imaginar evitando debates na análise, pode ser perdido corrigindo o software em um momento posterior.

Tudo isso poderia ser evitado (ou mitigado) por um Analista, desde que ele efetivamente pratique esse processo de investigação, descoberta, estudo… lembra da definição de análise? Investigar se está fazendo sentido para o negócio; estudar o negócio, legislações envolvidas; pesquisar outros sistemas ou consultar outros analistas com mais experiência na área de conhecimento; questionar e validar o negócio com o cliente.

Agindo assim, realmente podemos dizer que temos (somos) um Analista no projeto, e conseguimos gerar benefícios e evitar dores de cabeças nas etapas seguintes até a entrega da solução.

Ou será melhor agilizarmos logo um curso de taquigrafia? 😉

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Metodologia Tradicional ou Scrum: Foco na Qualidade

Muitas empresas e profissionais defendem e comprovam sucesso através da utilização das metodologias hoje ditas “tradicionais”, enquanto que, nos últimos anos, vemos uma forte expansão do interesse e uso das metodologias ditas “ágeis”, igualmente defendidas através de casos de sucesso. O que nos faz pensar: Afinal, o que fez esses casos darem certo?

Nos últimos meses estive envolvido em um trabalho de atualização e implantação de uma metodologia de desenvolvimento de software no departamento de informática de um órgão público. A metodologia utilizada, apesar de ter suas origens no RUP, conta com influências da cultura ágil, contemplando um número reduzido de artefatos de projeto.

Por se tratar de uma instituição pública, onde naturalmente é mais difícil de se implantar uma nova cultura, e contar com um grande número de equipes e profissionais envolvidos, temos hoje diferentes níveis de maturidade e de aplicação da metodologia internamente. Há casos em que os processos são seguidos rigorosamente, porém os projetos não obtém sucesso, há casos de “caos” finalizados com sucesso e vice-versa.

O problema é que independente da metodologia, é preciso trabalhar a mentalidade dos profissionais, implantar uma cultura de qualidade, para que, independente de seguir a linha de processos tradicional ou ágil, as pessoas estejam focadas no seu trabalho, afetando diretamente a qualidade dos produtos e satisfação dos clientes.

Metodologias X, Y ou Z poderão ser implantadas de acordo com a realidade de cada caso. Implantar SCRUM sem uma participação ativa do cliente como Product Owner possívelmente levará o projeto ao fracasso. Implantar uma metodologia baseada em casos de uso com Analistas de Requisitos que não se façam entender pelo cliente e/ou pela área técnica, possívelmente levará o projeto ao fracasso.

Não se deixe enganar pela venda de Metodologias de Desenvolvimento: não existe Qualidade sem as pessoas. Antes de implantar uma metodologia, trabalhe com todos os envolvidos esta questão. Afinal, este será um fator de sucesso muito mais importante do que a metodologia implantada.

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Projeto PHP Counter

Atenção desenvolvedores e entusiastas de PHP. Vi no site do PHP-DF uma chamada para participação do Projeto PHP Counter. Segundo o site do projeto, “o objetivo do projeto é ser uma referência para o mercado PHP mundial, fornecendo dados estatísticos que propiciarão a análise e evolução do mercado através da atuação em conjunto com grupos de usuários, empresas e profissionais“.

Esse tipo de iniciativa pode ser muito benéfica para a comunidade de profissionais da linguagem. Quando fiz meu projeto final, tive muita dificuldade em encontrar boas referências de utilização do PHP, assim como estatísticas para justificar o uso da linguagem.

Participem!

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A morte do PHP 4

A versão 4 do PHP, lançada no ano 2000, foi a que contribuiu definitivamente para que ela se tornasse o que é hoje, teve sua morte decretada no dia 07/08/08 (quase que cai no dia 8 também) com o lançamento de sua última release, a 4.4.9.

Esta versão, que trouxe consigo o primeiro Zend Engine, contribuiu para o crescimento do PHP até ele se tornar a linguagem web mais utilizada no mundo, segundo ranking da Tiobe Software e, apesar de estar perdendo espaço continuamente para outras versões mais novas, ainda está presente em diversos ambientes espalhados por aí.

A princípio, a sugestão dos desenvolvedores da linguagem era de que novas releases do PHP 4 só fossem realizadas para correções de falhas de segurança, mas chegaram a conclusão de que isto já vinha sendo feito no último ano, e que não havia mais razão para dar continuidade ao desenvolvimento.

Sinceramente, acredito que esta seja uma decisão até tardia, uma vez que o PHP 5 foi lançado em 2004. A morte da versão anterior deve estimular os desenvolvedores e administradores de sistemas a atualizar suas aplicações/servidores, até por uma questão de segurança, além de todos os benefícios já envolvidos em relação à evolução do PHP.

Vida longa ao PHP 5+, e que venha o 6.

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Lançado Kohana Framework 2.2

Os desenvolvedores do Kohana escolheram uma data curiosa para o lançamento da versão 2.2 do framework, 08/08/08, competindo com a abertura dos jogos olímpicos da China (que ganhou medalha de ouro chegando na frente, uma vez que o dia lá começa bem antes do que por aqui).

Com a nova versão a promessa de abandonar ainda mais alguns vestígios do seu “pai”, o Code Igniter, como a remoção da classe Loader. Além disso, novos módulos foram implementados como o de Compressão de Arquivos, Integração com Google Maps e Captcha, dentro outros.

Visite o site oficial do Kohana para mais informações ou para fazer o download da nova versão.

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