Construção compartilhada de ideias

Compartilhe conhecimento realizando eventos internos

Bons profissionais estão sempre em busca de capacitação, com objetivo de melhorar continuamente. Mas é muito comum vermos as pessoas participando de eventos organizados fora de suas empresas, aumentando sua rede de contatos e compartilhando experiências.

Dentro deste contexto, me coloco a perguntar com bastante frequência qual a razão da maioria das equipes ou empresas não dedicarem parte do tempo na realização de eventos internos por seus profissionais . Se bem executados, os benefícios podem ser maiores do que o custo de realização do evento. Vou contar a experiência que tive com a organização de um evento deste.

A primeira coisa foi encontrar o modelo do evento, e existem diversas receitas de formatos (palestras, workshops, DOJO), mas um que sempre gostei e adotei para esta série de eventos internos foi o do TED. O dinamismo e a leveza das palestras curtas e foco em ideias ajudaram a minimizar o cansaço das pessoas depois do dia inteiro de trabalho.

Construção compartilhada de ideias
Outra medida importante foi restringir os palestrantes apenas aos integrantes da própria equipe. Fazer com que colegas de trabalho falem sobre ideias que possam auxiliar o dia-a-dia de todos permite o surgimento de uma relação de compartilhamento, respeito, consideração e até admiração dentro da equipe.

É verdade que, para isso, foi necessário um trabalho de convencimento com diversas pessoas até que algumas aceitassem o desafio de expor um tema durante 20 minutos para diversos colegas, mas com o tempo as pessoas foram se interessando naturalmente em realizar sua apresentação.

Para ajudar nisso, foi criada uma lista de assuntos sugeridos, em que as pessoas podiam votar nos mais interessantes, criando não só um caminho para a organização dos eventos, como também auxiliando na procura por interessados em ministrar sobre cada assunto sugerido.

Como resultado de ter organizado esse trabalho, fiquei bastante orgulhoso dos feedbacks que recebi das pessoas, e muito feliz por ter contribuído para a melhoria do ambiente organizacional e das pessoas. Fiquei ainda mais satisfeito quando, mesmo após a minha saída desta empresa, terem me informado que outros eventos estão sendo realizados por estas pessoas. Considero esta mais uma semente que foi plantada.

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A diferença entre se preocupar e se importar

Pra contextualizar, uma breve estória: Quando fui iniciado no gerenciamento de projetos/supervisão de equipes, senti fortemente o peso da responsabilidade nos meus ombros. Apoiar a equipe, atender os clientes e contribuir para as metas da empresa, tudo isso me deixava completamente imerso em uma tensão constante, não só durante o horário de trabalho, mas fora dele: Pensava nos problemas durante o trânsito pra casa, no banho, na janta e o sono não era mais o mesmo. Felizmente tive um excelente mentor que percebeu minha reação diante daquela situação e me fez enxergar a diferença entre se preocupar e se importar.

Hoje quando eu falo que não me preocupo para meus colegas de trabalho, acredito que eles tenham um entendimento distorcido de que na verdade eu não me importo, surgiu daí a motivação deste artigo.

Se você está passando ou já passou por essa experiência de assumir uma grande responsabilidade, pode ter sentido a mesma tensão que senti naquele período, em que seus compromissos tomam de assalto os seus pensamentos e lhe impedem de toma-los de volta, consumindo gradativamente suas energias até provavelmente consequências mais graves como crises de estresse, estafa mental e etc.

Todas essas sensações são consequências da enorme preocupação que criamos em torno daquela responsabilidade. O dicionário nos ajuda a entender melhor este conceito:

preocupação
(latim praeoccupatio, -onis, ocupação prévia)
s. f.
1. Estado de um espírito ocupado por uma ideia fixa a ponto de não prestar atenção a nada mais.
2. Inquietação.
3. Desassossego.
4. Pressentimento triste.
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Viver preocupado, significa viver inquieto, desassossegado, em um estado de espírito que não nos deixa prestar atenção em outras coisas, não nos permite analisar as situações sob outros pontos de vista, com tranquilidade para resolver os problemas de maneira assertiva. Eu estava preocupado e isso não estava me fazendo bem: limitava meu aprendizado com todo aquele conjunto de novas experiências; e afetava também a minha saúde, com um sono de péssima qualidade e a incapacidade de ter bons momentos de relaxamento.

Foi então que meu mentor, não exatamente com estas palavras, me disse que eu deveria deixar as preocupações de lado, e entender que não se preocupar não significa necessariamente não dar importância às minhas atividades e/ou responsabilidades. Novamente usaremos o dicionário para clarear as ideias:

importar
v. pron.
8. Ligar importância; fazer caso.
v. tr.
9. Ser importante; ter importância. (verbo impessoal)
10. Ser útil.
11. Convir.
12. Competir.
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Dar a devida importância, fazer caso, é saber que aquilo precisa ser feito de acordo com as necessidades dos interessados, referente a qualidade ou prazo, dentre outros.

Entretanto, é preciso ter a clareza de que, conforme descrito no Guia PMBOK®, devemos fazer o balanceamento destas necessidades para alinharmos as expectativas das diferentes partes interessadas naquele determinado trabalho. E assim conseguir desvincular a importância que damos as tarefas, da preocupação que ela nos causa.

Isolando bem estes conceitos da preocupação que nos causa a importância que damos às atividades, conseguimos continuar sendo profissionais de excelência, executando de maneira responsável e saudável nossas atividades do dia-a-dia. Podemos estar envolvidos em grandes desafios profissionais, e dar a devida atenção a isso, mas não devemos nos permitir entrar em um estado de espírito que nos impeça de ter uma visão ampla do sistema (de pensamento sistêmico) envolvido na questão, muito menos relaxar, praticar nossas atividades de lazer e sociabilização.

E você, anda preocupado?

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Carreira: O que você construiu por onde passou?

Em um de meus pensamentos recentes, refleti sobre minha evolução profissional e as mudanças que ocorreram durante todo esse tempo. Começando pelo estágio em que trabalhei como digitador, passei a técnico de informática, “web master” (isso era moda na época, rs), desenvolvedor, analista (junior, pleno e senior), supervisor da equipe, gerente de projetos e consultor nas horas vagas.

Refleti sobre como cada etapa moldou o profissional que sou hoje, o que aprendi e o que preciso aprender, o princípio de uma matriz SWOT (sem o OT) para analisar minha posição e auxiliar com meu marketing pessoal.

Mas logo me veio um questionamento: Será que esse é o ponto de vista mais assertivo? Foi então que eu pensei na inversão do ponto de vista, e ao invés de pensar em como as empresas moldaram meu trabalho e aquilo em que me transformei, fiz uma retrospectiva daquilo que eu moldei nas instituições e projetos que passei. Em resumo: Qual era o meu legado em cada uma delas?

Costumamos ouvir muito o termo “legado” quando nos referimos à gigantes como Steve Jobs, Isaac Newton ou Albert Einstein dentre tantos outros que mudaram o mundo. Mas não termos atingido a capacidade de mudar o mundo todo, ainda, não significa que não temos a capacidade de mudar o que está à nossa volta.

Em uma entrevista, além do entrevistador querer saber quem está contratando, precisa saber se aquela pessoa que irá se integrar ao time irá agregar valor ao ambiente de trabalho, e como ele irá fazer isso.

Então que tal refletir também? Responda, para si mesmo, esta pergunta, uma vez para cada projeto ou empresa que você passou: Quais foram as minhas contribuições para a melhoria do trabalho?

Com esta resposta em mente, use isso a seu favor, use este legado para o seu marketing pessoal, use-o para prosseguir em busca do Kaizen. Caso você mesmo não consiga identificar o seu legado, é hora de começar a construir um. 😉

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Certificação Agile PMI e os PMPs de TI

O PMI anunciou em fevereiro/2011 sua certificação PMI Agile Certification, após um longo “namoro” que incluiu a criação de um grupo de estudo e declarações de pessoas influentes do PMI sobre Agile e Scrum.

O Instituto é reconhecido, principalmente, pela manutenção da Base de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK(r)), uma compilação das melhores práticas de mercado, que podem ser utilizadas em projetos desde a Construção Civil até o Desenvolvimento de Software.

Se a Base de Conhecimento é formada a partir das melhores práticas vivenciadas pelos membros do PMI no dia-a-dia de projetos, e os métodos Ágeis estão fazendo parte deste dia-a-dia e contribuindo positivamente para o sucesso dos projetos, nada mais óbvio que eles passam a fazer parte destas melhores práticas.

Das duas certificações existentes hoje, oferecidas pela Scrum Alliance e pela Scrum.org, a primeira é conseguida através da participação de um curso presencial, e a segunda é através da realização de um exame online. Ambos os casos certificam papéis específicos dentro do Scrum: Scrum Master, Product Owner, Scrum Developer e etc. Aparentemente, a certificação do PMI será sobre a filosofia ágil e como colocá-la em prática na visão de projetos.

Alias, um dos possíveis problemas que podem surgir, é justamente que o PMI irá definir “melhores práticas” do ponto de vista de um Gerente de Projetos, o que, para muitos “agilistas”, por si só já é um problema, pois acredita-se que um time não precisa de gerentes de projeto, e que a equipe deve praticar o auto-gerenciamento.

Mesmo assim, consigo ver com bons olhos o fato do PMI ter lançado essa certificação. A área de TI precisa mudar para conseguir acompanhar as necessidades dos mercados, e os métodos Ágeis têm se mostrado bastante poderosos para trilhar este caminho. Ter o apoio de um instituto que é reconhecido por muitos profissionais, inclusive que ocupam cargos importantes nas empresas, pode fazer com que a filosofia Ágil ganhe muitos adeptos importantes para facilitar este processo de mudança cultural.

Temos de torcer (e auxiliar na evangelização) para que a certificação realmente promova esta mudança cultural, e não se torne apenas mais uma certificação obrigatória nos currículos para ocupar cargos de chefia nas instituições.

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Certificação CAPM vale a pena?

Em meu caminho para direcionar minha carreira para a área de Gestão de Projetos, por ter pouca experiência atuando na área, resolvi procurar por alguma certificação para servir de guia (ou meta) nesse caminho, e me deparei com as certificações oficiais do PMI: CAPM e PMP.

A primeira certificação, é a de PMP, Project Manager Professional, dispensa comentários, pois é extremamente difundida no mercado de trabalho. Já a CAPM, Certified Associate in Project Management, foi criada pelo PMI em 2003 para profissionais envolvidos em projetos e jovens gerentes de projetos que ainda não atingiram os pré-requisitos para a PMP, exigindo apenas 1 ano de experiência de participação em projetos, contra o mínimo 3 anos de atuação como gerente de projetos da certificação PMP.

Nesse momento, como me encaixaria no grupo dos que ainda não possui os pré-requisitos para a certificação PMP, me perguntei se valeria a pena investir na CAPM. Pra responder a essa pergunta, resolvi dar uma olhada no mercado de trabalho.

Realizando uma pesquisa no portal de empregos Catho Online, sem qualquer outro filtro além da palavra chave “PMP” , obtive 107 ofertas como resultado. Ao realizar pesquisa semelhante com a palavra chave “CAPM”, nenhum resultado foi encontrado. O mesmo cenário se repetiu em outros dois portais de empregos, CEVIU e EmpregosTI.

Um pouco surpreso com o resultado da pesquisa, aproveitei o contato com uma figura conhecida no mundo de Gerenciamento de Projetos, e fiz para ele a mesma pergunta que havia feito pra mim mesmo: CAPM vale a pena?

A resposta foi positiva, mas com algumas ressalvas.

A ressalva é que o mercado brasileiro ainda não absorveu a certificação CAPM e, por isso, não encontramos vagas específicas para esse tipo de certificado. Então, mesmo com essa certificação você não garante uma vaga para atuação como Gerente de Projetos, tanto quanto um certificado PMP, no mercado de trabalho.

O argumento positivo é, de certa forma, o genérico para certificações: indicativo de interesse pelo assunto; comprometimento e capacidade de aprendizado para aprovação na prova. Isso significa que, se você está atuando como líder técnico, por exemplo, e quer partir para a área de Gestão de Projetos, então uma boa forma de demonstrar isso para seus líderes ou futuro empregador, é tirar uma certificação (CAPM) que demonstra o seu interesse e comprometimento com um modelo reconhecido pelo mercado (no caso o Guia PMBOK).

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