Lançado Kohana Framework 2.2

Os desenvolvedores do Kohana escolheram uma data curiosa para o lançamento da versão 2.2 do framework, 08/08/08, competindo com a abertura dos jogos olímpicos da China (que ganhou medalha de ouro chegando na frente, uma vez que o dia lá começa bem antes do que por aqui).

Com a nova versão a promessa de abandonar ainda mais alguns vestígios do seu “pai”, o Code Igniter, como a remoção da classe Loader. Além disso, novos módulos foram implementados como o de Compressão de Arquivos, Integração com Google Maps e Captcha, dentro outros.

Visite o site oficial do Kohana para mais informações ou para fazer o download da nova versão.

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Estendendo Helpers no Kohana Framework

Os helpers no Kohana Framework não passam de classes estáticas (que não precisam ser instanciadas), e você pode precisar adicionar funcionalidades à um método ou criar suas próprias funcionalidades. Para isso, você vai precisar criar uma extensão do Helper.

O primeiro passo é ir até o diretório da sua aplicação (por padrão ele é chamado application) e criar um diretório chamado helpers, caso ele ainda não exista, claro, e criar um arquivo chamado MY_form.php. É importante ressaltar que o prefixo MY_ pode ser configurado.

No primeiro exemplo, vamos estender o form helper do framework para criar o input date. Neste caso, utilizamos o plugin datePicker para jQuery (biblioteca javascript) onde, para colocar o seletor de data (calendário) ao lado do combo, basta definir uma classe “date-pick” para o elemento HTML. Vamos ao código:

<?php defined('SYSPATH') or die('No direct script access.');
class form extends form_Core
{
	/**
	 * Creates an HTML form input date tag.
	 *
	 * @param string|array input name or an array of HTML attributes
	 * @param string       input value, when using a name
	 * @param string       a string to be attached to the end of the attributes
	 * @return string
	 */
	public static function date($data, $value = '', $extra = '')
	{
		if ( ! is_array($data))
		{
			$data = array('name' => $data);
		}
		// Insere atributo class com valor date-pick
		$data['class'] = (isset($data['class'])) ? $data['class'].' date-pick' : 'date-pick';
		return form::input($data, $value, $extra);
	}
} // End form class

Dessa forma, ao usar o código abaixo, será gerado um input text com a classe “date-pick”, e o jQuery faria todo o serviço:

<?php echo form::date('dt_aniversario'); ?>

Você também não terá problemas caso passe outros atributos:

<?php echo form::date( array('name'=>'dt_aniversario', 'title'=>'Data de Aniversário') ); ?>

Na imagem abaixo segue um exemplo do funcionamento do campo data:

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Relacionamento entre tabelas com ORM do Kohana Framework

Importante: Este artigo refere-se a uma versão antiga do Kohana Framework, que recentemente fez diversas alterações em seu ORM. Se você estiver utilizando a nova versão, favor verificar o Guia do Usuário do Kohana para mais informações.

Achei o post do Adler sobre relacionamento entre tabelas com o Zend Framework bem bacana e didático. Estou me devendo uma olhada no ZF, que já está na versão 1.5.1 (enquanto escrevo este artigo), mas isso deve ficar mais pro final do ano.

Resolvi então fazer uma espécie de série, sobre ORMs dos frameworks. Quem aí trabalhar com CakePHP, Symfony, Doctrine, Lumine ou qualquer outro framework/orm, faça um artigo sobre isso e vamos fazer uma rede de links. Pode ser muito útil pra comunidade, principalmente pra quem procura um framework. Por aqui, vou falar do Kohana framework. Mãos à obra:

No Kohana, para usar o ORM você precisa seguir uma padronização de nomes de tabelas e das chaves estrangeiras, então, nossas tabelas de UF e Cidade ficariam assim:

ufs
id - INT - PRIMARY KEY
nome - Varchar(100)

cidades
id - INT - PRIMARY KEY
nome - Varchar(100)
uf_id - INT - FOREIGN KEY

Sim, as tabelas precisam estar no plural (no padrão americano), e não quero entrar no mérito se isso é bom ou ruim. Continuemos o exemplo mostrando como seriam nossas classes para cada uma das entidades, já montando os arrays para os relacionamentos:

class Uf_Model extends ORM
{
   protected $has_many = array('cidades');
}

class Cidade_Model extends ORM
{
  protected $belongs_to = arary('uf');
}

No Kohana, as classes de modelo devem ter o sufixo “_Model”, e aqui extendemos a classe ORM. Aqui uma outra controvérsia. Quando declaramos o array has_many, colocamos a entidade no plural, mas quando declaramos belongs_to, está no singular. Apesar de fazer sentido, é preciso ficar atento pra não confundir as coisas. Você ainda pode ter os seguintes relacionamentos:

  • has_one
  • belongs_to_many
  • has_and_belongs_to_many

Nos resta agora demonstrar um exemplo prático de como trabalhar com as duas entidades. Confesso que gostei muito mais da implementação do belongs_to, que comento mais pra baixo, mas este modelo também é bastante prático. Vejamos um controller de exemplo:

class Index_Controller extends Controller
{
   public function index()
   {
      // instancia o objeto UF com id 1
      $obj_uf = new Uf_Model(1);

      // Pesquisa pelas cidades desta UF
      $cidades = $obj_uf->find_related_cidades();

      // Percorre as cidades exibindo na tela
      foreach ($cidades as $cidade)
      {
        echo $cidade->nome.'<br />';
      }
   }
}

Poderíamos usar o ORM::factory() para recuperar a uf, que usa o method chaining do PHP:

$obj_uf = ORM::factory('uf')->find(1);

Agora vou demonstrar algo que achei muito prático e que poupa bastante tempo de codificação, que é a recuperação do nome da UF a partir de uma cidade, veja este outro exemplo de controller:

class Index_Controller extends Controller
{
   public function index()
   {
      // instancia o objeto Cidade com ID 1
      $obj_cidade = new Cidade_Model(1);

      // Exibindo nome da Cidade e UF na tela
      echo 'Cidade: '. $cidade->nome .'<br />';
      // O objeto uf já é inserido automagicamente no objeto cidade
      echo 'UF: '. $cidade->uf->nome;
   }
}

Isso mesmo que você leu. Não preciso fazer absolutamente nada pra recuperar a UF, o framework faz isso automaticamente através do método mágico __get(). Como eu disse antes, muito prático.

Conclusão

Em um comparativo com o tutorial do Zend Framework, creio que o Kohana cumpriu o seu papel de tornar o desenvolvimento mais ágil, porém, perde em organização e poder das funcionalidades de mapeamento dos objetos.

E vocês, o que acharam dessa implementação?

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Minhas impressões sobre o Kohana Framework

Kohana Framework Logo

Alguns dias atrás, ouvi falar novamente do Kohana Framework, um fork do Code Igniter, feito por diversos usuários e entusiastas do CI que se sentiam órfãos por não poder ajudar no desenvolvimento do framework, já que a EllisLab é a única mantenedora do código.

O framework promete ser mais rápido, fácil de usar, de extender e, principalmente, “Strict PHP 5″, isto é, desenvolvido com todas as infinitas vantagens que a versão 5 do PHP tem em relação à 4. Como na minha opinião, a preocupação de manter compatibilidade com PHP 4 do CI impede a evolução do framework, achei melhor testar e escrevo aqui minhas impressões.

Comunidade

Quando vou analisar um framework novo, a primeira coisa que eu faço é ver se a comunidade é ativa, se existe um wiki ou fórum bem documentado. Lição aprendida depois de testar um bom framework, e só depois descobrir que até o fórum de desenvolvedores estava deserto.

A primeira impressão é que existe uma boa quantidade de usuários cadastrados e de mensagens no fórum. Os desenvolvedores parecem bastante ativos no fórum, e isso é um bom sinal.

Documentação

A documentação do Code Igniter é muito boa, bem acima da média. O Kohana tem uma documentação muito parecida, mas não muito bem adaptada à realidade dele. Os exemplos não utilizam o dito “Strict PHP 5″, e passam uma imagem distorcida da implementação e qualidade do framework.

É bem verdade que ainda são drafts, e a documentação está em fase de maturação, mas documentação é algo que faz muita falta quando queremos entender o funcionamento do framework.

Organização dos Arquivos

O Kohana já vem com a aplicação e o Core separados “de fábrica”, ao contrário do Code Igniter. Outra diferença é que, com a excessão de um arquivo de configuração da aplicação, todos os arquivos de configuração foram para a pasta system, isto é, não é possível ter configurações diferentes para aplicações diferentes. O Rafael me alertou que é possível sim ter configurações diferentes pra aplicação, para isso, basta copiar o arquivo e colar lá, que ele usa sempre o da aplicação.

Foi desenvolvida uma padronização de nomemclatura das classes, diferenciando possíveis classes da mesma entidade nas diferentes camadas do sistema. Pra simplificar, a entidade Usuário terá o Usuario_Controller, e o Usuario_Model.

Libraries & Helpers

Assim como o CI, é possível estender o framework sobrescrevendo as libraries. Identifiquei um problema em algumas Libraries, onde existem métodos privados. Dessa forma, ao criar uma extensão, pode não ser possível aproveitar todas as funcionalidades da classe. Acredito que os métodos deveriam ser protegidos e muito provavelmente “final”, para não serem modificados.

Os helpers deixaram de ser apenas funções (ufa!) e se transformaram em métodos estáticos. Existe uma classe chamada “arr”, que poderia ser apenas uma extensão da classe Array da SPL.

Diversos

Mais alguns itens interessantes (ou não):

  • Não notei nenhuma diferença entre a camada de visualização do Kohana e CI;
  • O Kohana trabalha com autoload, e isso facilita a criação de extensões de Controllers e Models, que não sejam pela forma padrão, conforme eu disse num artigo sobre especialização de Controllers no CI.

Conclusão

Gostei do Kohana e acho que ele tem muito potencial pra superar o Code Igniter. Já começaram uma campanha no fórum em busca de pessoas pra ajudar na documentação e no desenvolvimento do framework.

Como é um projeto relativamente novo, óbviamente precisa de ajustes e uma comunidade forte é crucial neste sentido. Se voce acredita no potencial do CI e adoraria usar uma versão PHP 5, pense bem se não vale mais a pena colaborar com a comunidade do Kohana.

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